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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Libertos para servir: reflexões sobre o prazer no serviço a Deus

Conclusão


Gálatas é de fato uma peça literária belíssima, que nos toma e atrai, completamente, ao aprofundamento de nossos conhecimentos bíblicos.

Há um caráter poimênico (pastoral, de aconselhamento) nessa epístola. Encontramos nela respostas sinceras sobre quem somos, hoje, à luz do resultado de nossa conversão a Cristo: somos pessoas livres!

Mas Gálatas alerta, também, que embora não possua força escravizadora sobre o crente, o pecado mantém forte influência na conduta do salvo.

É no âmbito da luta interior contra a velha natureza e da idéia da autojustificação que Paulo delineia os aspectos da nova condição espiritual do salvo por Cristo, da condição de liberdade das amarras do pecado, daquilo que Paulo chama de “justificação” (ver capítulo XV).

Somos cristãos e estamos no mundo vivendo, plenamente, nossa humanidade. Não somos em nada parecidos com os super-heróis dos quadrinhos, nem estamos “por cima da carne seca”,  mas no âmago da uma ferrenha batalha contra o que Paulo chama de “carne”. Segundo ensina Gálatas, nós não estamos sozinhos nessa luta. É a mesma idéia que se encontra presente na oração intercessória de Jesus por seus discípulos, em que ele ora a Deus para que “guarde os seus que estão no mundo” (Jo 17)

Deus nos guarda pela operação do seu Espírito em nossa consciência. Vencer a batalha é o mesmo que abandonar de vez o pecado. Paulo chama isso em Gálatas de “não cumprir a cobiça da carne” (5.16).

Gálatas nos ensina que viver segundo os ditames da carne (natureza pecaminosa) tem consequências terríveis (5.19-21). Assusta, num primeiro momento, percebermos tendências carnais em nossos pensamentos, gestos e falas... Mas quem pode dizer que está livre destes espectros pecaminosos?

Paulo mostra, ainda, que o Espírito Santo insiste em nos convencer à vida sem o peso da culpa. Ele  descreve, cuidadosamente, como o Espírito materializa a vontade de Deus pelo fruto (resultado natural) de uma vida sob sua orientação (5.22-25).
Outro aspecto a ressaltar é que a liberdade cristã nos impulsiona para o serviço a Deus: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis a liberdade para dar ocasião à carne. ANTES, PELO AMOR SERVI-VOS UNS AOS OUTROS.” (5.13). Antes de nossa conversão a Cristo, servíamos aos nossos desejos pecaminosos. Agora, libertos por Cristo, desejamos servir a Deus, que nos perdoou e salvou.

Fundamental na leitura de Gálatas é a pergunta que devemos nos fazer sobre as marcas de Cristo em nossa vida. Elas são perceptíveis ou não? Essas marcas dão testemunho da obra realizada por Deus em nós e representam o testemunho que damos de Cristo ao mundo.

Se tivesse que escolher um versículo que apresente uma síntese de Gálatas, seria: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” (2.20).

E você, já crucificou o seu velho homem? Faz da sua vida um estandarte da fé em Cristo? Ama na mesma proporção que o Filho de Deus, até à renúncia própria? Bem, nunca é tarde para começar. Afinal, você foi liberto, e liberto para servir, com gratidão no coração.

Escolha viver na fé, ou seja, envolvido completamente por ela. Muitos acreditam estar numa espécie de busca ou mergulho para dentro de Deus, sem, entretanto, levar em consideração a crucificação de sua velha natureza. É fácil ficar cantando por aí, aos prantos, “eu quero entrar nos teus átrios”, “eu quero mergulhar nos teus rios”, “entrar no santo dos santos”, “te conhecer”, “me apaixonar”... Difícil é morrer para o pecado, para o mundo, abandonar de vez a disposição para pecar... Deixar-se crucificar...

Quem quiser fazer as coisas expressas nos cânticos que pedem mais de Deus que viva “na fé do Filho de Deus”, ou seja, que aja de acordo com os princípios por ele ensinados na cruz.

Viver na fé é mais do que ir à igreja, emocionar-se ao som de belas palavras. O cristianismo está repleto de pessoas que falam de Deus. Deus precisa de pessoas que creiam nele, que lhe obedeçam, que sejam servas, que sejam úteis...

Viver na fé é “a norma” que traz “paz e misericórdia” sobre aqueles que crêem (6.16). É o que lhes desejo.

Essa carta é de próprio punho, com todo o amor que um pastor pode ter.
Graça e paz.

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Davi Freitas de Carvalho,
pastor batista há 19 anos, educador por vocação.


Queimados, RJ

Um comentário:

  1. Primeiramente ao adentrar nesta página reconheço seu valor e a importância de seu autor para a nobre causa do Senhor Jesus Cristo.
    Dito isso, quero convidar você que está lendo estas minhas palavras, a prestar um pouco mais de atenção as revelações do Espírito Santo Verdadeiro em nossos dias.
    Por se tratar de um assunto de interesse universal, pediria sua amável atenção, em uma breve, mais com certeza, produtiva visita ao nosso blog, onde estão depositadas Revelações do Senhor Jesus Cristo, para as quais peço encarecidamente que nos ajude a divulgar. Pois estamos vivenciando um memento muito sensível da palavra profética. Desde já suplico as bênçãos do Pai, do Filho e do Espírito Santo Verdadeiro sobre todo aquele que atender esse nosso chamado em nome do Senhor Jesus Cristo. Clique em martins111 - João Joaquim Martins. OU http://joaorevela.blogspot.com/

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